XXIII Encontro Ecumênico do regional é considerado um tempo de bênçãos e graças

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“Um verdadeiro encontro de irmãos e irmãs”. Assim os participantes definiram o encontro que reuniu cerca de 60 pessoas entre pastores Luteranos e Presbiterianos Independentes, padres, religiosas, agentes de pastoral, lideranças ecumênicas de comunidades paroquiais, leigos e leigas engajados no movimento ecumênico do estado de São Paulo e também lideranças ecumênicas do Paraná.

Houve intensa participação de toda a assembleia, inclusive na coordenação de cada dia. Uma dupla de São José dos Campos (SP) animou todo o encontro, tocando violão, cantando e levando toda a assembleia a cantar com muito entusiasmo, lembrando que “somos gente da esperança, que caminha rumo ao Pai”.

Equipes dos diferentes Núcleos Regionais foram encarregadas dos momentos orantes, desde a Oração de Abertura até a Celebração de envio. Todos os momentos de oração foram intensos e estavam muito bem preparados, fortalecendo, ainda mais, a nossa união.

O pastor Fernando Bortoletto Filho, da Igreja Presbiteriana Independente, fez um aprofundamento bíblico com o grupo. Ele iniciou lembrando que a Bíblia é a base da fé. É ponto de encontro de irmãos. Comentou o termo Ecumenismo – “Oikomene”, casa, lugar comum. Lembrou que Ecumenismo é um Movimento, uma prática, uma questão de coração, de conversão. “É a busca da unidade. Uma prática que tem em vista a unidade, a abertura em relação ao outro”, disse. E acrescentou que a abertura ao outro nos leva a uma abertura ao totalmente Outro – Deus.

Citou dom Helder, que assim se expressava: “Alguém que concorda comigo o tempo todo, diz amém ao que eu digo, não é um companheiro, é uma sombra de mim mesmo”. Assim, deixou clara a importância do diferente no enriquecimento mútuo. Lembrou ainda que a Bíblia é, em si mesma, ecumênica. E comentou a diversidade na Formação da Bíblia, por ser escrita por autores e em épocas diferentes. No final de sua fala citou Mc 9,38 concluindo que “Não temos direito de ter ciúmes, na Obra de Deus”.

O padre Marcus Babosa Guimarães, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB aprofundou o tema dos “Fundamentos Teológicos do Ecumenismo”. Citou Documentos da Igreja sobre o tema, comentando encíclicas de vários Papas sobre o assunto, como: Ecclesiam Suam, de Paulo VI; Ut Unum Sint, de São João Paulo II; Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, entre outros documentos. Foi também bastante lembrado pelo padre Marcus o documento Unitatis Redintegratio – Dignitatis Humanae – Nostra Aetate. O coordenador do Encontro, o cônego José Bizon incentivou toda a assembleia a estudar esse Documento que foi, inclusive, disponibilizado por ele, a todos/as, na pasta com material do evento.

Na última noite, o grupo teve a oportunidade de acompanhar, com muito interesse, o Havdalah (cerimônia judaica) com José Amarante, candidato ao Rabinato, que, juntamente com sua esposa Ester, explicou o que é o Shabat e fez uma breve celebração, esclarecendo como é e mostrando como os judeus encerram o Shabat. A noite, enriquecedora, acrescentou muito em relação ao diálogo com os judeus. O clima foi de muito estudo, convívio fraterno bem animado e muita oração. “Uma verdadeira experiência do quanto é bom o convívio entre irmãos e irmãs. Saímos fortalecidos/as com a convicção ainda mais forte de que “juntos somos mais”, avaliaram os participantes.

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