Trabalho e dignidade

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Dom José Gislon
Bispo de Erechim

 

Estimados Diocesanos! Neste domingo, renovados espiritualmente pela participação na festa da Páscoa, na qual recordamos e celebramos a ressurreição de Cristo Jesus, a vitória da vida sobre a morte, a Igreja nos convida, como comunidade de fé, a celebrarmos a festa da Divina Misericórdia.

Queremos celebrá-la como filhos e filhas de Deus, conscientes das nossas limitações e fragilidades humanas, na humildade, mas com o coração cheio de confiança na sua Divina Misericórdia, que nos olha, não como pecadores ou pecadoras que devem ser apedrejados, mas amados, perdoados e reconciliados pelo seu amor e por sua graça redentora.

Como discípulos e discípulas do Senhor Jesus, não devemos nos esconder, muito menos nos fecharmos demonstrando temor e medo diante do mundo que pede e precisa do testemunho da nossa fé no Ressuscitado. Devemos ser, no mundo, a partir da realidade onde vivemos e atuamos, portadores de esperança, anunciadores da misericórdia e da salvação que nasceu da entrega da vida do Cristo na cruz. O nosso Deus, cujo nome é Amor, morreu por nós por amor e ressuscitou porque é amor.

Nós também, como os primeiros discípulos, muitas vezes, temos o coração tomado pelo medo e pelas incertezas. Deixamos que o sofrimento e o desânimo, aos poucos, nos afastem das pessoas que nos querem bem, da família, da comunidade e até de Deus. O caminho mais curto para sair desta situação é deixar-nos encontrar pelo Ressuscitado, que quer e pode transformar o nosso medo em alegria, as nossas mortes em vida, curar as feridas da alma que se expressam frequentemente no corpo e nos impedem de amar como o Senhor nos amou e nos ama, mesmo nas nossas fragilidades e limitações.

Nesta semana, no dia primeiro de maio, quarta-feira, celebraremos o Dia do Trabalho, do Trabalhador e Trabalhadora e de São José Operário. Não podemos deixar de trazer presente, diante do Ressuscitado, o grande número de trabalhadores do nosso país desempregados. São pais, mães e jovens em busca de um trabalho. Trabalho é muito mais que um emprego, pois ele significa dignidade, significa amar, é um elemento fundamental para a dignidade da pessoa humana, nos recorda o Papa Francisco.

 

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