Santos exemplos

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 Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

 

“Deus é admirável nos seus santos” (Salmo 67, 36). A Igreja, quando nos propõe a veneração dos santos, visa em primeiro lugar a glória de Deus, ao qual é transferido o louvor que damos aos santos, ensina-nos o valor da sua intercessão junto ao Altíssimo, pois oferecem suas orações a Ele por nós, e nos aponta o seu exemplo de vida cristã e prática das virtudes. “A santidade é o rosto mais belo da Igreja” (Papa Francisco – Gaudete et Exsultate, 9). E a Igreja tem santos de todas as condições e classes sociais, a nos ensinar que qualquer um, de qualquer posição ou profissão, pode vir a ser santo.

Ontem, dia 3, foi nos proposta a veneração de São Tomé, apóstolo, dia da transladação das suas relíquias para Edessa. São Tomé é muito conhecido pela recusa em acreditar na ressurreição de Jesus, a menos que o visse com seus próprios olhos e tocasse nas cicatrizes de suas chagas. São Gregório Magno comenta que “mais nos serviu para a nossa fé a incredulidade de Tomé, que a fé dos discípulos fiéis”. Pois, tendo Jesus lhe aparecido, o fez tocar nas suas chagas, recebendo dele a firme profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus!”. São João afirma, o que São Tomé corrobora: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam… nós vos anunciamos” (1Jo 1, 1). Assim, ele pregou o Evangelho na Pérsia e na Índia, onde foi martirizado pela sua Fé.

Hoje, dia 4, temos um outro exemplo de santidade, digno da nossa veneração e modelo para a nossa imitação: Santa Isabel, rainha de Portugal. Princesa, filha de reis, casada com Dom Diniz, rei de Portugal, suportou com paciência heroica as infidelidades do marido até a assisti-lo amorosamente em sua morte. É célebre pelo milagre das rosas, quando, ao distribuir pães aos pobres, o que não agradava ao seu marido, foi perguntada por ele o que trazia em seu avental, respondendo ela que eram rosas. E ao abri-lo, estava de fato cheio de rosas, em que os pães tinham se transformado milagrosamente. Após a subida ao trono de seu filho Afonso, tornou-se terciária franciscana, vivendo a vida monástica com um grupo de religiosas.

 Depois de amanhã, dia 6, festejaremos Santa Maria Goretti, denominada a Santa Inês do século XX, assassinada em 6 de julho de 1902, com cerca de 12 anos de idade, porque preferiu morrer a ofender a Deus, pecando contra a castidade, como a queria forçar seu assassino. Ela era uma menina de família católica, de boa formação. Tive a graça de visitar, por duas vezes, o local do seu martírio.

Dela disse o Papa Pio XII: “Santa Maria Goretti pertence para sempre ao exército das virgens e não quis perder, por nenhum preço, a dignidade e a inviolabilidade do seu corpo. E isso não porque lhe atribuísse um valor supremo, senão porque, como templo da alma, é também templo do Espírito Santo. Ela é um fruto maduro do lar cristão, onde se reza, onde se educam os filhos no temor de Deus e na obediência aos pais. Que o nosso debilitado mundo aprenda a honrar e a imitar a invencível fortaleza desta jovem virgem”.

 

 

 

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