Raymundo Caramuru de Barros, um testemunho

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Em homenagem ao professor Raimundo Caramuru Barros, falecido no dia 17 de maio, em decorrência de complicações ocasionadas por pneumonia e infecção urinária, Chico Whitaker escreveu o artigo aqui publicado. Caramuru estava com 89 anos e contribuiu durante anos com a CNBB como perito e assessor.

 

Chico Whitaker

Caramuru partiu. Silencioso, modesto, como sempre viveu, apesar de tudo que sabia sobre o Brasil e sobre a Igreja e tudo o que fez por ela no Brasil. Depois de muito tempo sem o ver, pude visitá-lo no ano passado numa casa de repouso em Brasília, já bastante debilitado mas com o olhar sempre vivo, acompanhando tudo que eu lembrava de nossos tempos trabalhando juntos na CNBB. Às vezes lhe saia uma lagrima nos olhos, o que significava – segundo José Carlos e Fernando, da CJP de Brasília, que me levaram até ele e lhe davam um apoio permanente – que lhe vinha bem à memória tudo que eu recordava.

Não segui de perto todas as histórias de sua vida, no Brasil e fora dele. Somente compartilhei aqueles anos em que consagrou todo o seu tempo a que a Igreja brasileira assumisse as novas orientações que estavam sendo adotadas no Concilio Vaticano II, para o qual Dom Helder Câmara, com quem Caramuru trabalhou antes, durante e depois desse Concilio, contribuiu intensamente.

João XXIII anunciara o Vaticano II em 1959, três meses depois de se tornar Papa, e o convocou em dezembro de 1961. Nesse mesmo mês em que o convocava – para inaugurá-lo em 1962 – enviou uma Carta Apostólica aos Bispos da América Latina recomendando-lhes planejar sua ação, com vistas a aumentar sua eficácia.

Dom Helder, que foi Secretário Geral da CNBB de sua fundação em 1952 até 1964, não titubeou em seguir essa recomendação. E já em 1962 levou à Assembleia Geral da Conferência, que o aprovou, um Plano de Emergência da Igreja no Brasil. Caramuru deve ter contribuído bastante para a elaboração desse Plano, mas guardava só para ele essa informação.

Os ventos do planejamento na área dos governos já sopravam no mundo, como no Brasil com o Plano de Metas de Juscelino Kubistchek de 1956 a 1960 e em São Paulo com o Plano de Ação de Carvalho Pinto, de 1959 a 1962. Mas, como se indica nos documentos da CNBB, o Plano de Emergência não quis ser um plano geral e acabado. Formulava princípios para um primeiro esforço de pastoral de conjunto em nível nacional, regional e diocesano, considerando alguns setores vitais da vida da Igreja, como a paróquia, o ministério sacerdotal, o sistema educacional católico, a ação da Igreja no campo socioeconômico.

Realizou-se então o Concílio Vaticano II, em que se empreendeu uma gigantesca renovação de toda a Igreja, e foi-se tornando evidente que era preciso dar continuidade ao esforço de planejamento do Plano de Emergência, assumindo os caminhos então abertos para uma nova postura da Igreja frente à realidade em que vivia.

Foi assim que D. Helder, em seu último mandato como Secretário Geral da CNBB, propôs a elaboração de um primeiro Plano de Pastoral de Conjunto para a Igreja no Brasil. E foi na sua elaboração que Caramuru surgiu de novo, atendendo a pedido de D. Helder. O Plano foi aprovado em 1965 pela VII Assembleia Geral Extraordinária da CNBB, reunida em Roma no mesmo ano em que se encerrava o Concílio, já no Papado de Paulo VI, eleito em junho de 1963.

Ainda em 1965, em novembro, Paulo VI, em exortação ao episcopado latino-americano por ocasião do X aniversário do Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM, referiu-se a esse e outros Planos de Pastoral de Conjunto feitos por Igrejas na América Latina, “em resposta ao insistente apelo” de João XXIII. Para ele era um exemplo que poderia ser seguido pelos outros episcopados. E completou reforçando a necessidade do planejamento: “na obra pastoral não se pode andar às cegas”. (…) “Uma sábia planificação, portanto, pode oferecer também à Igreja um meio eficaz e incentivo para o trabalho”.

***

No Brasil tínhamos entrado no período turbulento de nossa história que precedeu o golpe militar de 1964, em que foi destituído o Presidente Jango Goulart. O Presidente Jânio Quadros, empossado em 1961, após Juscelino, renunciara menos de sete meses depois de assumir o cargo. Jango, seu vice-presidente, considerado nacionalista de esquerda, se encontrava na China e teve sua volta e sua posse asseguradas pela pressão social, mas sob condição: os setores conservadores do país e os militares impuseram ao Congresso a instituição do parlamentarismo. Este durou, no entanto, só o tempo necessário para a realização de um plebiscito – previsto para dois anos depois, mas antecipado, também por decisão do Congresso – que fez o país voltar ao presidencialismo. Assumindo então plenamente o Poder Executivo, Jango logo lançou um programa de “reformas de base”, que mexiam com tudo: bancária, fiscal, urbana, administrativa, agrária e universitária. O carro-chefe dessas reformas era a reforma agrária. Jango a considerava urgente, mas era impossível realizá-la sem mudar a Constituição, que exigia indenização prévia em dinheiro para as terras desapropriadas.

Como era previsível, veio então o golpe militar, no dia 1º de abril de 1964, ano seguinte ao de sua posse. E foi nesse ponto que minha historia se cruzou com a de Caramuru, então convidado por D. Helder Câmara para elaborar, dentro desse quadro, um novo Plano para a Igreja no Brasil. Foi uma enorme oportunidade que me foi dada de conviver e aprender muitíssimo com ele, durante quase dois anos.

Eu acabara de ser exonerado do cargo de Diretor de Planejamento da SUPRA, organismo encarregado exatamente da Reforma mais “quente”, a Agrária. Assumi esse cargo no governo federal por indicação do deputado federal Plinio de Arruda Sampaio, então Relator da Emenda Constitucional que autorizaria o pagamento de terras desapropriadas para a Reforma Agrária com títulos da divida pública. Eu tinha sido contemporâneo dele na JUC (Juventude Universitária Católica) de São Paulo e trabalhara sob sua coordenação no Grupo de Planejamento do Governo Carvalho Pinto.

Mas, naquele momento estava desempregado, numa cidade ainda nova para mim – tinha mudado recentemente com a família para o Rio – procurando sobreviver com vendas da Enciclopédia Britânica e dando aulas em cursos diversos de planejamento. Foi aí que Caramuru “me achou”, ao buscar algum técnico em planejamento que o assessorasse.

Não nos conhecíamos, apesar de eu ter circulado nos meios eclesiais como antigo membro da JUC (fui preso logo depois do golpe numa redada do CENIMAR que prendeu também a equipe nacional da JEC). Mas possivelmente, ele sabia de meu trabalho na equipe do Padre Lebret em São Paulo e conhecia a visão do movimento Economia e Humanismo, criado na França por Lebret, cujo ponto de partida, na análise que fazia de necessidades e possibilidades de desenvolvimento, eram pesquisas sobre níveis de vida da população e sobre a realidade econômica. Em várias conversas na sede da CNBB, que acabara de se instalar na “Vila Venturosa”, uma antiga mansão da Ladeira da Glória, perguntei então a Caramuru o que exatamente ele pretendia fazer.

Naqueles tempos o planejamento tendia a ser visto como uma panaceia que resolvia todos os problemas, mas muito frequentemente se atinha à organização da ação, sem questionar seus objetivos nem muito menos buscar a melhor estratégia para alcançá-los. Se na organização da ação se chegava à sua racionalização, o que podia melhorar sua eficácia, a desconsideração de seus objetivos podia colocá-la a serviço de objetivos contrários aos que se buscavam. E vários especialistas, que já começavam a assessorar bispos desejosos de planejar sua ação, se atinham a esse tipo de planejamento, que eu chamava de “meio-planejamento”. Constatei então que Caramuru considerava que o planejamento da ação pastoral tinha que ser o “planejamento inteiro”.

Nessa perspectiva, nossas conversas tornaram clara outra questão: na visão de Caramuru, mesmo a simples organização planejada da ação pastoral não poderia ser confiada a uma equipe técnica que entregasse um plano pronto aos seus executores, de cima para baixo. Isso não caberia

no planejamento da ação da Igreja-Povo-de-Deus que emergiu do Concílio, em que todos os seus membros teriam que assumir um protagonismo corresponsável, desde a elaboração dos seus planos pastorais. Isso significava também que não haveria espaço para uma dinâmica autoritária no planejamento e na execução do plano – a que aliás tendiam os processos decisórios no regime militar recém instalado no país. Na pastoral a dinâmica tinha que ser participativa.

Ele dizia também que, tratando-se de ação pastoral, era preciso deixar a porta aberta para a ação imprevisível da Graça. Ou seja, o planejamento na Igreja não podia simplesmente seguir um roteiro de decisões a tomar. Tinha que ser um processo decisório vivo, que se estendesse com a participação de todos os atores nela implicados. Ele escreveu depois, na apresentação do Plano de Pastoral de Conjunto elaborado: “Não há dúvida de que a Graça de Deus transcende os cálculos humanos e o Espírito Santo atua independente dos condicionamentos naturais. Mas é certo também que é imprescindível a cooperação do homem com a Graça. Ora, o planejamento pastoral é um esforço dessa cooperação indispensável. Ele visa exatamente a criar condições favoráveis à atuação da Graça”.

Frente a isso tudo, Caramuru me perguntava se existiria uma metodologia de planejamento adequada à ação pastoral, algo que inovasse, como se tornava necessário numa pastoral pós Concílio Vaticano II, em que toda a visão da missão da Igreja tinha sido renovada.

***

Acertados nossos relógios, passamos a ver como desenvolver o trabalho dentro dessas perspectivas. Concluímos que o Plano teria que ser construído progressivamente, num diálogo com bispos, religiosos, religiosas, leigos e leigas de todo o Brasil. E nos propusemos a realizar Brasil afora reuniões com esse objetivo. A ele caberia apresentar as conclusões do Concílio e a mim o processo de planejamento e a forma dele se desenvolver, consideradas essas conclusões.

Lembro-me que a primeira dessas reuniões foi com os Bispos do Regional da CNNB de São Paulo. E que já nas minhas funções levei a conversa para uma pergunta crucial: qual o objetivo da ação da Igreja, que se pretenderia planejar? Frente à resposta imediata que me foi dada – evangelizar – eu perguntava, mas para que evangelizar? E assim por diante, frente às respostas seguintes: para que? Era um pouco ousado de minha parte, como um moleque de 33 anos, interrogar dessa forma os senhores bispos. Mas eles aceitaram bem meu atrevimento e esse tipo de questionamento, recomeçado em muitas reuniões, foi permitindo a elaboração coletiva do “Objetivo geral da ação da Igreja”, que nesse plano ficou assim formulado: Levar todos os homens à plena comunhão de vida com o Pai e entre si em Jesus Cristo, no dom do Espírito Santo, pela mediação visível da Igreja.

Foi estabelecido que esse primeiro plano seria de 5 anos, não me lembro se por influência dos 5 anos do Plano de Metas do Juscelino, e que a ele se seguiriam outros de 4 anos, nos quais esse objetivo geral iria sendo retrabalhado, assim como a escolha de estratégias – ou caminhos – para realizá-lo.

O “Objetivo geral” serve até hoje para dar um rumo à ação da Igreja, ainda que o “para que” possa estar agora menos explicitado, como nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023: OBJETIVO GERAL – EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude.

A definição do objetivo e a escolha de estratégias para realizá-lo nasceu evidentemente das inovações que o Concílio trazia, e que, por sua vez, Caramuru expunha nas reuniões, antes que eu falasse que planejamento é isso e aquilo (um processo de tomada de decisões antes, durante e depois da ação, a escolha da estratégia e a organização da ação só depois de definir bem claramente o objetivo a alcançar, organização em rede, poder-dominação e poder-serviço, a

diferença entre plano, programa e projeto – todos abertos a serem revistos no curso da ação – etc., etc.).

E me lembro bem de uma enorme reunião em Recife – com D. Helder como Bispo da Arquidiocese e outros bispos do Regional, sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, numa grande sala lotada, em que Caramuru ia pacientemente “explicando” o que representava de fato o Concílio e o conteúdo de suas decisões, quando um padre de meia idade, atento ali na primeira fila, lhe perguntou: Mas Caramuru, escuta aqui: com tudo isso que você está nos dizendo vamos ter que entrar de novo no Seminário! Caramuru riu e concordou…

Vale a pena dizer que essa série de reuniões, ao longo de ano e meio, praticamente em todos os regionais da CNBB, contavam com grande participação e tinham um ambiente de entusiasmo pela renovação que o Concílio trazia. E, enquanto isso, Caramuru trabalhava também, incansavelmente como lhe foi sempre peculiar, na redação do texto desse primeiro plano, recolhendo e sistematizando tudo que se discutia e se propunha.

Nesse processo foram sendo identificadas, com base nos documentos do Concílio, o que foi então chamado de “linhas da ação pastoral” – comunitária, missionária, catequética, litúrgica, ecumênica e transformadora – pelas quais a Igreja realizaria seus objetivos em todas as dioceses que a compõem. Na definição teológica do conteúdo dessas “linhas” foi também decisiva a contribuição de Caramuru, que conhecia bem toda a reflexão dos teólogos que inspiraram o Vaticano II.

É aliás muito instrutiva para todos nós a releitura, no Plano de Pastoral de Conjunto, dos textos que explicam esses conteúdos. Por sorte isto está hoje facilitado pela republicação desse Plano em 2004 – com acesso livre pelos buscadores on-line da Internet – tornando-o um documento de referência. Foi quase como uma comemoração promovida pela CNBB, 40 anos depois, com Dom Odilo Scherer como Secretário Geral.

No início da década de 80, por iniciativa de Dom Luciano Mendes de Almeida, então Secretário Geral, essas “linhas” passaram a ser chamadas de “dimensões da ação eclesial”. Essa mudança de nome valorizava seu conteúdo mais do que seu sentido organizativo, que levara até à reestruturação de todos os serviços prestados pela CNBB. Caramuru deve ter concordado com essa mudança, embora não tenha podido participar da discussão a respeito, proposta por Dom Luciano. Eu mesmo, já de volta do exilio e trabalhando como assessor de D. Paulo Evaristo Arns, tive a grata oportunidade de dar minha opinião favorável.

***

No processo de discussão do Plano, logo ficou claro que não se trataria de elaborar um plano de ação de toda a Igreja no Brasil, como se ela fosse um bloco monolítico cuja renovação a CNBB fosse, por assim dizer, comandar, como uma instância hierárquica superior. Até porque na própria renovação que se queria assumir as dioceses eram vistas como comunidades eclesiais em plena comunhão com Roma mas guiadas pelo seu bispo e que este, com seu presbitério, era colegialmente e solidariamente responsável pela missão apostólica da Igreja.

Assim é que, graças também à clareza da visão eclesiológica de Caramuru, ao longo do processo participativo de elaboração do Plano decidiu-se, como ele mesmo explica na sua apresentação, que o Plano deveria prever somente as atividades da CNBB, como “instrumento privilegiado de exercício da co-responsabilidade pastoral do episcopado”, como a definem seus documentos. Nessa perspectiva, o objetivo do Plano foi assim formulado: criar “meios e condições para que a Igreja no Brasil” se ajuste, “o mais rápida e plenamente possível, à imagem de Igreja do Vaticano II”.

O Plano previu então quatro programas de ação, a serem realizados ao longo de 5 anos: de pesquisas e levantamentos, com 19 projetos; de reflexão e elaboração teológico-pastoral, com 19

projetos; de formação de pessoal, com 12 projetos; de assessorias aos secretariados regionais, às dioceses e a outros organismos de Igreja, com 6 projetos.

Nossa dupla foi desfeita quando a ditadura me fez deixar o Brasil em fins de 1966. Depois do Plano aprovado pude ainda participar, com Caramuru, de assessorias de planejamento a Regionais, Dioceses e outros organismos, previstas no quarto desses programas. Mas Caramuru continuou a trabalhar no Secretariado Geral da CNBB, no acompanhamento e revisão de todos os programas e projetos do Plano. Não sei por quanto tempo o fez, nem se participou da elaboração dos planos quadrienais que a ele se seguiram. Mas o processo contínuo de planejamento pastoral, com ele iniciado, continua até hoje.

***

Por último acho importante dizer, para fazer justiça à memória de Caramuru, que foi dele, em 1965, a intuição da criação de Comunidades Eclesiais de Base, que se multiplicaram e se tornaram, décadas depois, quase que a “marca registrada” da Igreja no Brasil, surgindo também em outros países do mundo.

O Padre Nelito Nonato Dornelas publicou na Revista Pastoral de Maio-Junho de 2006 um artigo com o título “A identidade das CEBs”, em que diz que “Os bispos do Brasil já haviam feito a opção pelas “comunidades de base” desde 1966, para tornar a Igreja mais viva, mais corresponsável e mais integrada. As CEBs foram consideradas atividade “urgente” pelos bispos, para renovar as paróquias. Esse plano foi sistematizado e lançado em 1968, pela Editora Vozes, na obra do Pe. Raimundo Caramuru “Comunidades eclesiais de base: uma opção decisiva”.

As CEBS alcançaram o auge com seus Encontros Intereclesiais, dos quais o primeiro foi realizado em 1975, quase dez anos depois do primeiro artigo de Caramuru a respeito. Ele teve lugar em Vitória, no Espírito Santo, por estímulo de Dom Luiz Gonzaga Fernandes, então Bispo Auxiliar da Arquidiocese. Segundo o Padre Edegard Silva Junior, dele participaram 70 pessoas, representando várias dioceses de 12 estados diferentes. Entre eles, 5 bispos e vários animadores e animadoras leigos e leigas e agentes de pastoral das comunidades de várias partes do país.

Já para o segundo, em 1976, ainda em Vitória, vieram 100 pessoas, representando 24 dioceses de 17 estados brasileiros. A metade dos presentes representava as comunidades (base) e a outra metade era constituída por agentes de pastoral, bispos e assessores. Participaram 13 bispos brasileiros e 3 convidados estrangeiros, sendo 2 do México.

A partir daí esses encontros passaram a se realizar em diferentes cidades e regiões do Brasil, com intervalos maiores de tempo entre eles. Segundo ainda o Padre Edegard, o 13º teve lugar em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 2014, e dele participaram 4.036 pessoas, entre esses “2.248 mulheres e 1.788 homens, 72 bispos, 232 padres e 146 religiosos e religiosas, 75 lideranças indígenas; 20 membros de outras Igrejas cristãs, 35 pessoas pertencentes a outras religiões, 36 estrangeiros e 68 assessores e membros da coordenação ampliada. E, pela primeira vez na história, um Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base recebeu uma mensagem de um Papa. A mensagem do Papa Francisco dirigida aos participantes do 13º Intereclesial trouxe muita alegria e renovou a esperança de uma Igreja pobre e dos pobres comprometida com a justiça e a profecia a serviço da vida”.

Na sua modéstia, Caramuru nunca reivindicou o agradecimento que merecia pelo enorme serviço que prestou à Igreja no Brasil.

Solenidade de Pentecostes de 2020.

 

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