“Onde há os consagrados, há alegria.” (Papa Francisco)

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Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz
Arcebispo da Paraíba (PB)

Neste dia 02 de fevereiro estamos celebrando na Igreja a Festa da Apresentação de Jesus no Templo, depois de quarenta dias do nascimento do Senhor, a sua Sagrada Família, obedecendo a lei de Moisés, o oferece a Deus. Estamos celebrando um mistério solene, no qual a Igreja quer dizer ao mundo que Cristo é o perfeito Consagrado do Pai, Aquele que é a fonte perene da alegria para a nova humanidade. Neste dia, celebramos também a oferta de vida de todos os consagrados; homens e mulheres que se dedicam ao serviço das coisas de Deus e das coisas da humanidade: “a humanidade inteira aguarda: pessoas que perderam toda a esperança, famílias em dificuldade, crianças abandonadas, jovens a quem está vedado qualquer futuro, doentes e idosos abandonados, ricos saciados de bens mas com o vazio no coração, homens e mulheres à procura do sentido da vida, sedentos do divino…” (Papa Francisco). A missão dos consagrados passa pela incondicional pertença a Deus, mas também passa pelo desdobramento daquela que são as dores dos homens e mulheres que estão distantes de Deus.

O Menino Jesus, entre os braços da sua Mãe, a Virgem Maria, foi oferecido no Templo para também nos revelar o caminho da obediência. Ele e Sua Mãe, que foi purificada, partilham da mesma obediência que os levará aos pés da cruz. A consagração celebrada neste dia, que causou alegria e conforto ao velhos Simeão e Ana, aponta para o mistério da cruz, do Calvário. Os consagrados da Igreja são chamados por Deus a estarem no meio da escuridão do mundo, não para acusar os pecadores, mas para levar-lhes a luz de Cristo. Todo consagrado deve ter a constante consciência que sua vida deve ser dedicada aos pobres, aos sofredores, aos pecadores… Como é estranho um consagrado que não se dedica exclusivamente às coisas de Deus e dos homens, que passa a pautar sua existência segundo os padrões mundanos, vivendo como se sua vida não estivesse mais comprometida para os outros. O Papa Francisco cunhou a maravilhosa frase “Onde há os consagrados, há alegria”. Não se trata somente de uma frase, mas de um diagnóstico da realidade dos que realmente abraçam o caminho do sofrimento redentor de Cristo, como fez a Santíssima Virgem Maria, que viveu sua consagração a Deus de maneira exclusiva e feliz.

Rezemos pelos consagrados da Igreja! Para que eles não se esqueçam de levar através de suas vidas a luz de Cristo ao mundo. Que Nossa Senhora, a fiel consagrada do Pai, desperte muitíssimos corações juvenis para o serviço da Igreja no coração da humanidade.

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