Mães, a ternura e carícia que permanece

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Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos

Foi realizada por músicos franceses que estavam em isolamento social em suas casas, cada um tocando um instrumento diferente e cantando uma parte, conectados pelas redes sociais, a Sinfonia do Confinamento. A letra, que é muito bela, passa a idéia de que podemos renunciar a tudo: espaço, atividades, passeios, viagens, encontros, mas nunca a ternura.

A ternura, que nos acompanha desde o ventre materno, o primeiro espaço que conhecemos e ficamos por 9 meses, nos faz vivenciar esta experiência. Podemos dizer que o amor gera a ternura que permanece e o supera. Nestes dias, pudemos verificar esta realidade, como parece insuportável o isolamento sem afeto, sem empatia com as pessoas que convivemos.

Bem diferente é o lar com o encanto de uma mãe que nos anima, alegra e conforta. O Papa Francisco nos lembra sempre que a Igreja é Mãe, tem cheiro, atitude e coração aberto de mãe, para acolher, perdoar e curar. Nossa sociedade está doente de ódio, indiferença e intolerância, que nos ferem e levam à nossa destruição como espécie. Nesta pandemia, voltamos às casas, mas uma casa sem mãe ou alguém que faça às vezes torna-se apenas um lugar, abrigo, mas não um lar aquecido pela ternura que nos humaniza e nos torna compassivos. Por isto, é importante falar de permanência, pois é o distintivo e o código de barras de um amor materno que tem como fonte a caridade divina. Não é aleatório o comentário teológico de São João, da cena da crucifixão, sobre Maria a Mãe de Jesus: Estava a Mãe! Sim, uma mãe sempre está e estará conosco, nunca perdemos esse vínculo eterno.

Seria bom maternizarmos mais a nossa sociedade carente de proteção, empatia e cuidado. Que nossa Mãe universal, porque é a mãe de todos/as, Maria a mãe da vida e da compaixão solidária, proteja, ilumine e abençoe as nossas queridas mães, para construirmos com elas a civilização do cuidado e da ternura. Deus seja louvado!

 

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