DGAE pautam a última reunião da Província Eclesiástica de Mariana no ano

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Tema norteador da última reunião da Província Eclesiástica de Mariana realizada no dia 28, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) foram apresentadas pelo anfitrião, arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha. Aproximadamente 50 pessoas participaram do evento que reuniu, no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Mariana, representantes e coordenadores de pastoral da arquidiocese de Mariana e das dioceses de Caratinga, Governador Valadares e Itabira/Coronel Fabriciano.

No primeiro momento, dom Geraldo destacou a importância da cidade de Mariana no cenário artístico e religioso no contexto mineiro e nacional. Em seguida, iniciou sua explanação sobre as DGAE, aprovadas durante a última Assembleia do episcopado brasileiro realizada na cidade de Aparecida (SP), em maio deste ano, quando ainda estava à frente da presidência da CNBB.

Dom Geraldo frisou que as Diretrizes são fruto de um processo custoso quando a presidência da CNBB se encarrega de formar uma comissão para que, ao final de cada quadriênio, esse assunto se torne o tema principal da Assembleia Geral da Conferência. Portanto, devido a este ser um processo complexo, para o arcebispo, isso justifica tal importância em sua aplicação nas dioceses de todo o Brasil, pois o documento traz a palavra “evangelizar” como fundamental papel da Igreja.

Divididas em cinco capítulos, as DGAE têm como objetivo geral “evangelizar a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo”. Entretanto, lembrou o arcebispo, é importante evangelizar como Igreja e inspirado pela Conferência de Aparecida, ou seja, de forma discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia. “Portanto, é importante que tudo isso seja feito à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres”, sublinhou dom Geraldo.

Quanto aos planos pastorais, as DGAE propõem a constituição da Igreja a partir das comunidades: fé, culto e caridade, levando em consideração o plano de uma pastoral de conjunto. Dom Geraldo ainda frisou que as Diretrizes são princípios norteadores e não um plano evangelizador, elas servirão de orientação.

Ele também apontou alguns desafios que, de certa forma, acabam sendo impostos em relação às Diretrizes, entretanto, é importante que ninguém se assuste com eles, pois é necessário que o pensamento seja sempre positivo. “Nada de pessimismo, porque o Ressuscitado caminha conosco”, disse.

As DGAE valorizam o encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, potencializando a comunidade eclesial, indo contra ao apelo individual da atualidade. Portanto, há urgência na aplicação de uma ação evangelizadora e pastoral da Igreja. “É necessário partir em busca dos que estão fora da Igreja”, alertou dom Geraldo afirmando que a conversão pastoral é uma das primeiras urgências dessa ação evangelizadora.

O arcebispo finalizou sua apresentação falando sobre a importância de estabelecer uma Igreja ecumênica, aberta ao diálogo inter-religioso. Sua exposição fomentou a necessidade de estabelecer algumas propostas de aplicação destas Diretrizes nas dioceses da Província. Para isso, o coordenador arquidiocesano de pastoral da arquidiocese de Mariana, padre Marcelo Moreira Santiago, sugeriu cinco passos para sua aplicação.

Bens Culturais

Presidida pelo arcebispo de Juiz de Fora (MG), dom Gil Antônio Moreira, a Comissão Regional de Bens Culturais da Igreja do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais), foi criada em 2009, amparada pelo acordo Brasil Santa Sé, se constitui por ser responsável por ações efetivas para a preservação dos bens culturais da Igreja dentro do Regional.

Foi com esta finalidade que durante a segunda parte da reunião, os participantes contaram com a presença de dom Gil, que trouxe informações importantes quanto aos cuidados com os bens do patrimônio artístico, cultural e histórico das igrejas, apresentando importantes elementos quanto às regras que pautam tais procedimentos dentro da legislação vigente.

Dom Gil garantiu que, a Igreja é a maior produtora de arte no Brasil. “Como exemplo posso citar a música sacra que, sem dúvida alguma, é uma grande linha condutora desse patrimônio artístico”, comentou.

O arcebispo informou que a Comissão tem se esforçado para levar às dioceses do Regional, esclarecimentos em relação à proteção dos bens culturais da Igreja, e que encontro como estes se tornam espaços fundamentais para dialogar sobre o assunto. Na ocasião, ele ainda falou sobre a proteção dos bens imateriais. Segundo dom Geraldo, das nove cidades de Minas que tiveram o toque dos sinos (bem imaterial) tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), quatro estão na arquidiocese de Mariana. São elas: Ouro Preto, Mariana, Catas Altas e Congonhas.

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