Desmatamento e urbanização estão entre os maiores problemas da Amazônia, diz historiador

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Desmatamento e contaminação dos rios, além do processo de urbanização irreversível, estão entre os grandes problemas da Amazônia Continental na avaliação do

historiador peruano, padre Joaquim Garcia Sánches, que falou, nesta quinta-feira, 1, sobre a realidade da Amazônia para os participantes do 3º Encontro Regional sobre a problemática da Amazônia. Promovido por três Departamentos do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), o evento começou hoje em Manaus (AM) e prossegue até domingo, 4, com a participação de 14 países da América Latina, num total de 64 pessoas.

“Dos 32 milhões de habitantes [na Amazônia], 70% vivem nas cidades”, afirmou padre Joaquim. De acordo com o historiador, além da dificuldade de adaptação à vida urbana, a urbanização provoca desemprego e causa grande impacto nas populações aborígenes que estão em “processo de profunda transformação cultural”.

Ainda segundo o padre Joaquim, é preciso desfazer algumas falácias que afirmam ser a Amazônia uma “homogeneidade”, um espaço “vazio”, o “pulmão da terra”. Não é verdade, também, que o indígena seja “freio para o desenvolvimento” e que a Amazônia seja a “solução para os problemas periféricos” do mundo. Rejeita, portanto, a internacionalização da Amazônia.

“Fica claro que [a Amazônia] não se trata de uma unidade homogênea e que constitui em seus sete milhões de km2 um arquipélago de ecossistemas que procedem de distinta origem geológica e que, portanto, tem uma diversidade de produção florestal e diversidade de animais aos quais correspondem diversidade de mecanismos de adaptação e de estruturação cultural”, disse.

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