Crisma – Sacramento do Espírito Santo

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

Caros diocesanos. Dentro do processo unitário da Iniciação à Vida Cristã, a Diocese de Santa Cruz do Sul está dedicando, em 2020, atenção especial para o sacramento da Crisma ou Confirmação, assim como já acontecera com os sacramentos do Batismo (2018) e da Eucaristia (2019). Num primeiro momento, sempre tentamos envolver a todos os fiéis da Igreja particular a fim de retomar e aprofundar nossa vida cristã relativa aos  sacramentos  assumidos  e  suas  consequências  para  toda  vida.  A  seguir, o grande objetivo é proporcionar a catequistas, catequizandos e toda comunidade cristã um novo espírito catequético, com características menos doutrinais e mais litúrgicas, orantes e mistagógicas. Isso não significa que pode haver descuido com o conhecimento intelectual, mas a fé cristã é primeiramente considerada como adesão a uma Pessoa e não a uma doutrina. Portanto, a preocupação maior é proporcionar o encontro  com essa  Pessoa  a quem  a vida do catequizando está sendo ligada. Vemos que a liturgia e a catequese andam juntas, são inseparáveis. Portanto, não basta a formação doutrinal. Da mesma forma, ela não pode ser apenas individual ou celebrativa, sem inserir na comunidade de fé. Isso nos ajuda a compreender melhor porque não há celebrações normais do sacramento da crisma no tempo da pandemia.

A partir desta atualização catequética surgem também as questões práticas para serem definidas e assumidas em conjunto, a fim de atingir os objetivos do processo refletido e aprofundado. Estas acabam por exigir diretrizes orientativas de unidade do processo para toda diocese. A elaboração terá que ter participação das bases comunitárias, sobretudo, dos principais agentes envolvidos no processo (clero, catequistas, conselhos e outras lideranças), a fim de que se tome praticável e obtenha caráter de compromisso assumido por todos, tendo em vista a comunhão diocesana.

Mesmo que a pandemia tenha atrasado o processo catequético nas comunidades, conseguimos encaminhar as reflexões e diversos subsídios que fazem parte do aprofundamento relativo ao sacramento da Crisma, inclusive, desafiando o ‘ser cristão adulto na fé’, mesmo em tempo da pandemia, no qual o coronavírus covid-19 ameaçou e colheu tantas vidas em todo planeta.

Vamos iniciar hoje a reflexão sobre o sentido teológico-litúrgico e pastoral deste sacramento, através do qual o ungido recebe o Espírito Santo como um dom de Deus. É, portanto, um novo Pentecostes que se realiza na vida da comunidade crista‘, cada vez que este sacramento é celebrado. Não estão mais no Cenáculo  de  Jerusalém  os Apóstolos, com Maria e outros fiéis, mas a Igreja espalhada sobre a face da terra que continua a receber os dons do Espírito Santo pela invocação solene, presidida pelo Bispo ou pelo seu legítimo substituto, quando motiva: “Roguemos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo- poderoso, que derrame o Espírito Santo sobre estes seus filhos e filhas adotivos, já renascidos no Batismo para a vida eterna, a fim de confirmá-los pela riqueza de seus dons e configurá-los pela sua unção ao Cristo, Filho de Deus”. E depois reza, impondo as mãos: “Enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito de ciência e piedade e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo, nosso Senhor”. E então segue o momento central do sacramento da Crisma, com a unção do óleo na fronte do confirmando, realizada com a imposição da mão: “.\. (Nome da pessoa) RECEBE, POR ESTE SINAL, O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS’.

Agradeçamos a graça de sermos crismados ou de estarmos no processo da

preparação deste sacramento, enquanto aguardamos a próxima mensagem.

 

Tags:

leia também