A Luz de Cristo leva-nos ao encontro com os irmãos 

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Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz
Arcebispo da Paraíba 

 

No Evangelho deste domingo, proclamado em nossas paróquias, Nosso Senhor diz aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo (Cf. Mt 5,13-14). Os seguidores de Jesus são convocados a dar novo “sabor” à vida cotidiana: “Cada um de nós é chamado a ser luz e sal no próprio ambiente de vida cotidiana, perseverando na tarefa de regenerar a realidade humana no espírito do Evangelho e na perspectiva do Reino de Deus” (Papa Francisco).  

A cultura que se impõe à nossa realidade treina-nos para a busca de feitos glamorosos, como se nossa missão pessoal tivesse que realizar grandes marcos históricos. Contudo, as palavras do Evangelho nos pedem simplicidade e constância: ser sal e luz no mundo. Para o magistério do Papa Francisco, cada um tem “uma tarefa e uma responsabilidade pelo dom da luz da fé que recebeu. Não devemos guardar como se fosse nossa propriedade. Somos, ao invés, chamados a fazê-la resplandecer no mundo, a doá-la aos outros mediante as boas obras”.  

A luz da vida cristã que deve brilhar na sociedade reclama naturalmente a cultura da solidariedade e do encontro, ou seja, como bons cristãos, devemos repartir o pão com o faminto, acolher os pobres e peregrinos e cobrir o nu (Cf. Is 58,7). O “glamour” da luz cristã é sempre a partilha de si e dos bens com os outros e jamais a ostentação de esforços que passam ou atropelam os irmãos. Se os pobres e necessitados estão diante do nosso horizonte existencial, não temamos, é Deus também que está a nossa frente nos ensinando o caminho da justiça (Cf Is 58,9).  

O brilho da luz de Cristo, evidenciado na vida testemunhal dos cristãos, é o brilho da vida solidária que ilumina a vida de tantos homens e mulheres que necessitam de nossas mãos caridosas estendidas. É verdade que a Igreja não tem a missão de colocar-se no lugar do Estado, não temos a missão de fazer o papel estatal, mas o Evangelho de Cristo nos educa a socorrer os pobres, não devemos nos acostumar com o sofrimento de quem espera nossa solidariedade. Que sejamos sabor nos diversos lugares que se acostumaram com as trevas, e a estes levemos a verdadeira Luz que não se apaga: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).  

 

 

 

 

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