A Igreja e a corrupção eleitoral

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Conta a Escritura que Jesus foi preso no Monte das Oliveiras. Antes de sua prisão, pediu aos apóstolos: “Vigiem e rezem para não cair em tentação! Porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14, 36). Apesar das juras de fidelidade até a morte, naquela mesma noite Pedro negou três vezes o Mestre!

A necessidade da vigilância vale tanto para a pessoa como para a sociedade. Mas é sabido que a tentação é grande quando a pessoa tem poder de legislar em causa própria ou senta junto ao cofre. Nestes casos é preciso a vigilância da sociedade.

A Igreja não é competente para julgar políticos e governantes. Mas pode colaborar para que juízes e promotores tenham à mão boas leis que ajudem a afastar do poder e do cofre governantes e políticos corruptos. E mais: que impeçam a própria eleição de políticos criminosos e corruptos.

Como a sociedade pode colaborar para que haja ética na política e honestidade administrativa? Um dos modos é suscitar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Em 1999 houve a coleta de mais de milhão e meio (1,5 milhão) de assinaturas e foi aprovada a Lei nº 9.840 que deu à Justiça Eleitoral poderes mais amplos para aplicar punições aos que praticam atos de corrupção eleitoral. E foram cassados mais de 600 políticos por compra de votos e uso eleitoral da máquina administrativa.

Agora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) solicitam à sociedade brasileira uma nova coleta de assinaturas por um novo Projeto de Lei de Iniciativa Popular para impedir que políticos condenados em primeira instância ou que respondem a denúncias recebidas por tribunais possam ser candidatos nas eleições. Para evitar injustiças e vinganças, não basta a simples denúncia.

Desta forma a sociedade brasileira pode afastar do poder os assassinos, traficantes de drogas, violadores sexuais, ladrões e outros corruptos.

O povo brasileiro é muito bom e o Brasil é um país rico e maravilhoso. Vamos colocar à sua frente legisladores e governantes honestos pela construção de uma sociedade justa, solidária, progressista e respeitosa da dignidade humana e da natureza!

Dom Aloísio Sinésio Bohn

Tags:

leia também